No dia 05 de setembro de 2026, aconteceu na diocese de Ipameri-GO, o Encontro Diocesano de Formação sobre as DGAE 2026-2032.

O encontro deu-se início com as orações iniciais na Capela interna.

Logo em seguida, Dom Francisco acolheu a todos: Padres, Religiosos, Religiosas e a todos os presentes.

Também apresentou os diáconos temporários da Diocese de São João da Boa Vista: Diácono Carlos, Diácono Felipe, Diácono Leonardo e Diácono Samuel, que permanecerá em nossa diocese até a Páscoa de 2027.

O Pe. Ivan fez a acolhida ao Assessor da CNBB: Pe. Tiago Ávila Camargo, o qual, conduziu o encontro com sabedoria e determinação apresentando o passo a passo das DGAE.

As novas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (DGAE) 2026-2032, aprovadas pela CNBB (Documento 114), têm como tema central “A Igreja como Tenda do Encontro: um roteiro para a conversão pastoral e sinodal”.

As diretrizes nos indicam um caminho a seguir: O que é próprio de cada diocese. A Igreja é uma tenda de encontro e comunhão, aberta a todos os que crêem e buscam seguir Jesus Cristo.

As DGAE nos possibilitam seis anos de orientações, favorecendo a recepção, a assimilação e a implementação das prioridades Evangelizadoras em todo o país.

DGAE é um caminho de organização pastoral . São orientações pastorais aprovadas e assumidas pelo Episcopado para a Igreja no Brasil onde busca traduzir a Renovação Conciliar na Realidade do país. Propõem também a superação de ações isoladas, fortalecendo a comunhão entre as dioceses e as comunidades

Com este método se confirmam o trabalho como um todo: analisar a realidade, refletir (iluminar) a partir das fé, definir prioridades comuns para a ação eclesial (nem tudo é igual em todo lugar, mas há orientações comuns).

As DGAE nos fazem pensar e questionar: Onde estamos? Como estamos? Para onde vamos? Como vamos? Será que tudo o que fazemos está no horizonte da evangelização?

As DGAE estabelecem um horizonte para a missão eclesial tendo o aspecto de comunidades como espaço para a vivência da Palavra, da Eucaristia, tendo sempre em mente a opção preferêncial pelos pobres, que devem seguir um caminho de Esperança.

Para compreender o conteúdo do livro, o Pe. Tiago apresentou o Sumário, explicando a intenção de cada capítulo no empenho da evangelização:

Cap. 1 A Igreja: tenda do encontro

Cap. 2 A escuta dos sinais

Cap. 3 Discernimento para uma igreja sinodal:

* Comunhão

* Participação

* Missão

Cap. 4 povo de Deus em missão

Cap. 5 Caminhos da missão:

– Animação bíblica da pastoral

– Iniciação à vida cristã

– Comunidades de Discípulos missionários 

– Liturgia e piedade popular

– Serviço a vida plena para todos.

Cap. 6 compromissos sinodais

– Conversão das relações

– Conversão dos processos

– Conversão dos Vínculos 

A formação nos possibilitou compreender o real sentido de que as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil constituem um importante instrumento de comunhão, planejamento e animação pastoral, contribuindo para que a missão evangelizadora da Igreja responda aos desafios do tempo presente à luz do Evangelho e da caminhada sinodal.

Todo o processo que nos propõe as DGAE, traz como objetivo: – Impulsionar uma Igreja sinodal (que caminha junta), sustentada pela Palavra de Deus e pelos sacramentos, formada por comunidades de discípulos missionários.

Não podemos esquecer da importância dos Cinco Caminhos (Pilares) propostos:

1. Animação Bíblica da Pastoral: Colocar a Palavra de Deus como o coração da vida e da atividade da Igreja.

2. Iniciação à Vida Cristã: Renovação do processo de catequese para gerar um encontro real com Jesus Cristo. Comunidade de discípulos missionários, comunidades vivas, acolhedoras e em constante estado de missão.

3. Liturgia e Piedade Popular: Celebrações vivas que dialogam com a fé expressa na cultura do povo.

4. Serviço à vida plena para todos: Compromisso com a caridade, a justiça social e a defesa dos mais vulneráveis. Assumindo os compromissos Sinodais

5. Conversão das relações: Curar laços para gerar comunhão e fraternidade.

Com todo o processo, percebe-se a conversão dos processos: Que leva a purificar a organização pastoral para favorecer a participação de todos. A vivência pastoral nos possibilita a um caminho de conversão, aos quais deve-se alargar espaços de acolhida para que ninguém fique de fora, inspirados na imagem da tenda bíblica.

Por fim, é importante perceber que o documento mostra exatamente para onde a Igreja no Brasil quer caminhar nos próximos anos, quais são as prioridades pastorais e como cada um de nós pode servir melhor à evangelização. Atuando sempre em comunhão, com a participação de todos e saindo em missão.