quinta-feira, fevereiro 21, 2019

SEMINÁRIOS

Capela do Seminário Interdiocesano São João Maria Vianney, em Goiânia

O processo de formação para os futuros presbíteros na Diocese de Ipameri se dá quase totalmente em Goiânia. O primeiro ano de formação que é o propedêutico, que acontece no Seminário Santa Cruz, da Arquidiocese de Goiânia, onde são acolhidos seminaristas de outras dioceses do Regional Centro-Oeste da CNBB. Aprovado nesta etapa, o candidato segue para o Seminário Maior São João Maria Vianney, onde cursa a Filosofia e Teologia. Nossa diocese, desde o ano de 2003, optou por um ano de pastoral, em que o seminarista ao terminar o curso de Filosofia para um ano nos estudos e começa a experiência pastoral em uma paróquia da diocese. Experiência que tem dado bons frutos. Somente depois volta para concluir a formação, cursando a Teologia.

Hoje, o curso de Filosofia acontece no prédio do Instituto de Filosofia e Teologia Santa Cruz. Ainda não é reconhecido pelo MEC. O curso de Teologia também é no mesmo prédio, mas ministrado pela PUC Goiás. O Seminário Santa Cruz, o Seminário São João Maria Vianney e o Instituto Santa Cruz ficam no mesmo local, um grande complexo localizado no Jardim das Aroeiras, na região Leste de Goiânia. Dentro do mesmo complexo, está também o Seminário Menor São João Paulo II, a residência do arcebispo e bispos auxiliares, um grande auditório e o Centro Pastoral Dom Fernando, tudo pertencentes à Arquidiocese de Goiânia.

A Equipe de Formação do Seminário Propedêutico e também do Seminário Maior São João Maria Vianney é composta por cinco padres, atualmente. Sendo um da Arquidiocese de Goiânia, um da Diocese de Formosa, outro da Diocese de Jataí, outro da nossa Diocese de Ipameri e outro da Diocese de Barreiras (BA). Faz parte do projeto formativo o envio de um padre para compor a Equipe de Formadores à medida que a diocese tenha seminaristas nestes seminários. Hoje, há seminaristas no Seminário Maior São João Maria Vianney, da Arquidiocese de Goiânia e das Dioceses de Itumbiara, Rubiataba-Mozarlândia, Jataí, Ipameri e Barreiras (BA).

A Diocese de Ipameri conta com sete seminaristas: 1 cursando a Teologia; 2 no estágio pastoral; 2 cursando a Filosofia e mais 2 no ano do Propedêutico.

História

Os primeiros candidatos ao sacerdócio da Diocese de Ipameri foram acolhidos na residência episcopal, pelo nosso primeiro bispo, Dom Gilberto Pereira Lopes. Outros candidatos foram surgindo e, então, no ano de 1972, deu-se início a um pequeno seminário menor que funcionou, por um tempo, em uma residência cedida pelos vicentinos. Posteriormente, dois neosacerdotes que tinham realizado seus estudos no estado de São Paulo, a pedido de Dom Gilberto: Pe. José Corrêa de Oliveira Neto e Pe. Joel Antônio Ferreira assumiram a formação do seminário em Ipameri. Nesta ocasião, a grade de estudo fora ampliada para os cursos de Filosofia e Teologia, tornando-se um Seminário Maior. Foi uma época de crescimento para o seminário, em que vieram padres e religiosas ajudar na formação integral dos jovens que chegavam ao seminário.

Com a transferência de Dom Gilberto para a Arquidiocese de Campinas (SP), foi nomeado bispo de Ipameri, Dom Antonio Ribeiro de Oliveira, filho da Diocese de Ipameri, da cidade de Orizona. Dom Antonio, até então, era bispo auxiliar da Arquidiocese de Goiânia. Neste período, o seminário crescia e se desenvolvia, ficando pequena a casa onde funcionava. Então, a residência episcopal foi transformada em seminário e recebeu o nome de Seminário “Mater Ecclesiae” (Mãe da Igreja). A residência foi adaptada para uso de algumas partes do seminário, outras foram construídas, tais como quartos, salas de aula e refeitório.

Em 1980, no novo prédio do Seminário Diocesano “Mater Ecclesiae” estava pronto. Desta vez também receberia leigos e leigas, religiosos e religiosas que desejassem fazer o curso de Filosofia e Teologia. A notícia do novo seminário de Ipameri se espalhou; vários bispos vieram conhecer e levar a experiência para suas dioceses. Outras dioceses do estado de Goiás, como Formosa, Itumbiara, Uruaçu e também Tocantinópolis, no estado do Tocantins pediram entrada para seus seminaristas. Todas foram acolhidas como dioceses irmãs.

No ano de 1983, já com a divisão do estado de Goiás, agora também com o estado do Tocantins, os bispos do Regional Centro-Oeste decidiram fundar um seminário que recebeu o nome de Seminário Interdiocesano São João Maria Vianney, situado em Goiânia. Este seminário também teve presenças de algumas dioceses da Bahia, que inicialmente mandavam seus seminaristas para serem formados neste novo seminário. Tudo foi construído a muitas mãos e com muita esperança para a Igreja do Centro-Oeste. Com a criação do Seminário Regional, a procura foi menor no seminário da diocese, também a dificuldade de encontrar professores e formadores, levou, no ano de 1990, à tomada de decisão de enviar nossos seminaristas para o referido seminário. Depois desta data, o Seminário “Mater Ecclesiae” foi reaberto no anos de 1993 a 1996, com os cursos de Filosofia e Teologia. Foi um desejo de Dom Tarcísio Sebastião Batista Lopes, ofmcap, bispo da diocese na época, de ter uma formação mais inserida em nossa realidade diocesana. Contudo, as dificuldades de conseguir professores se acentuaram e, novamente, a formação de nossos seminaristas voltou a ser realizada no Seminário Regional em Goiânia. No ano 2000, com a chegada de Dom Guilherme Antônio Werlang, msf, em agosto do ano anterior, o Seminário “Mater Eclesiae” foi reaberto como Seminário Menor. Todavia, a experiência durou somente um ano. Em 2007 e 2008, foi reaberto novamente como experiência de Ano do Propedêutico, mas com o número reduzido de candidatos e também poucos padres para a formação, foram então encerradas, até a presente data, as atividades de seminário em nossa diocese. Hoje, funciona no antigo prédio do seminário uma escola terceirizada.

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